Lições de Inteligência Emocional tiradas de Green Book.

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Fonte: Universal

Já viu o filme Green Book? Se não, te faço um convite a conhecer a incrível história do Dr. Don Shirley, — pelo menos um pedaço dessa história. Um renomado pianista Afro Americano da década de 60. A história Hollywoodiana retrata uma turnê pelos Estados Unidos, bem no meio da segregação americana. A coragem de realizar este feito já merece o Oscar.

Vale lembrar que o filme é baseado em fatos reais! Dr. Shirley, nascido em 29 de Janeiro de 1927 na cidade de Pensacola, Flórida. Aos dois anos já tocava piano e ao sete já estava na a estudar no renomado Conservatório de Música de Leningrad na antiga Rússia, União Soviética. Shirley falava oito idiomas e era PhD em Psicologia.

O filme conta a história de uma turnê pelo sul dos Estados Unidos, só para termos uma visão mais clara, essa região do país do tio Sam foi considerada como Deep South, uma das mais racistas, chegando a ter a toque de recolher em algumas cidades.

Ver esta obra é ver lições à todo momento. O relacionamento dele com motorista, Tony Vallelonga é olhar dois universos completamente distintos que vão se fundindo e dali tirando grandes lições.

Tony Lip, como costumava ser chamado é um ítalo-americano bom de lábia como se gabava. Segurança de uma discoteca, o Copacabana. Que após ser fechada para reformas foi convidado pelo próprio Dr. Shirley a ser seu motorista e segurança.

Bom resumos feitos, o que me chamou atenção no vencedor do Oscar como Melhor Filme:

 

1. Fato ou não todas as partes do filme, o que deve ser enaltecido é a coragem de um homem negro em uma época extremamente racista se colocar em jornada pelo país se apresentando para nata americana. Grandes choques acontecem durante todo filme — e são de virar o estômago.

Dr. Shirley sabia exatamente o que fazia, demonstrando a sua capacidade musical, não reconhecida por muitos por causa de sua cor. Ele sabia os desafios que iria enfrentar pela turnê. O título da obra, Green Book é um livro para viajantes negros, um guia de lugares como restaurantes e hotéis para pessoas de cor e que ainda hoje pode ser adquirido.

2. Um cara, que morava no Carnegie Hall — Construída em Nova Iorque a pedido de Andrew Carnegie em 1890, é uma das mais famosas salas de espectáculos dos Estados Unidos para concertos de música clássica e popular, reconhecido pela sua beleza, história e acústica. By Wikipedia.

Tinha um círculo de amigos renomados incluindo Dr. Martin Luther King, onde também esteve envolvido em movimentos dos direitos civis.

3. Shirley sabia que a turnê para uma elite branca representava, ele queria mostrar a capacidade de um negro em realizar uma grande obra ao tocar grandes clássicos como Chopin e talvez, com isso, reduzir o grande oceano entre divisão de classes.

Em muitas cenas a inteligência emocional de Shirley é incrível. Uma das mais marcantes é quando preso ele questiona Tony Lip sobre sua reação, questionando se valeu a pena ter batido em um policial ignorante — no sentido intelectual. Demonstrando que sobrepor a estupidez e intolerância através da força ou debate não tem propósito.

4. Ler Dr. Shirley durante seu trabalho e ver a consciência de um homem com uma capacidade intelectual superior a muitos outros (independente da cor e no contexto só pra deixar claro), conhecedor do momento que o país vivia, dos privilégios que ele regozijava e troca a segurança para desafiar um dos dogmas mais desumanos e ainda presente nos dias atuais.

Se não acha nada de mais, volta um pouquinho e pensa em um garoto negro, sem mãe — morreu quando ele tinha por volta dos nove anos, viajando para Rússia para estudar música. Fazendo faculdade, entre outros desafios como em um momento do filme Tony Lip diz ser mais negro que ele.

 

Neste debate Shirley argumenta dizendo que ele não é aceito completamente pelos brancos por ser negro e seu “povo” também não o aceita por ele ser um negro “elitizado”, e sendo assim onde ele se encaixa? Este momento é de fazer chorar. A luta para ser muito mais que um simples qualquer de sua época, sujeito aos mesmos preconceitos e ter que aceitar a mesma vida que os demais. Chegando onde pouquíssimos estiveram e mesmo assim por muitos não era reconhecido ter o direito.

Muito de sua vida é desconhecido, ele era muito reservado. Mas o que fica, e prevalece é a luta como de muitos desconhecidos. Para ser aceito pela capacidade e ter as mesmas oportunidades e direitos. O que prevalece é a coragem de sair e encarar mais ainda a diferença entre negros e brancos. Resumo da ópera, não é a cor que deveria determinar quem pode e quem não pode. Mas quem luta, aprende e conquista seu lugar ao sol. Simples assim.

Pra quem não conhece sua obra Don Shirley Trio, é altamente recomendado para quem curte música clássica como eu hehe.

Curtiu? Deixe seu comentário, compartilhe com a galera e veja o filme ;-).

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